O governo da Índia pediu que empresas e cidadãos retomem o modelo de trabalho remoto como forma de reduzir o consumo de combustíveis fósseis no país. O apelo foi feito neste domingo (10) pelo primeiro-ministro Narendra Modi, diante da pressão causada pelo aumento nos preços internacionais da energia.
Segundo Modi, companhias e trabalhadores devem priorizar o home office e reuniões virtuais, práticas que ganharam força durante a pandemia de Covid-19. A proposta busca diminuir a demanda por gasolina e diesel em um momento de preocupação com os impactos da crise energética sobre a economia indiana.
A Índia é uma das nações mais dependentes da importação de petróleo e enfrenta preocupação crescente com o aumento dos custos de energia e com a pressão sobre as reservas de divisas do país.
A recomendação do governo faz parte de um plano mais amplo de transição energética e redução da dependência de combustíveis fósseis. Além do incentivo ao trabalho remoto, as autoridades indianas também defendem maior uso de transporte público, bicicletas e alternativas de mobilidade sustentável.
O avanço das tensões entre Irã e Israel, que provocou instabilidade no mercado internacional de petróleo, acelerou as discussões sobre segurança energética em diferentes países. Na Índia, o governo avalia que mudanças no comportamento cotidiano podem ajudar a minimizar impactos econômicos e sociais.
Modi afirmou que a colaboração entre governo, empresas e população será fundamental para enfrentar o cenário atual. A expectativa é de que a redução no deslocamento diário contribua não apenas para economizar combustível, mas também para aliviar o trânsito nas grandes cidades indianas.
Medida também mira redução da poluição
Outro objetivo do governo é reduzir as emissões de gases poluentes e melhorar a qualidade do ar em centros urbanos, problema recorrente em cidades indianas. O incentivo ao home office é visto pelas autoridades como uma ferramenta para apoiar metas climáticas e ambientais.
A Índia já havia adotado políticas semelhantes durante o período mais crítico da pandemia, quando o trabalho remoto se tornou comum em setores administrativos e tecnológicos. Agora, o governo tenta reaproveitar parte dessa estrutura diante do novo cenário de pressão energética global.
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