Reconhecido na Forbes Under 30 2025, João Marcos Rios, reúne aprendizados de gestão aplicáveis a operações de saúde e cuidado que precisam escalar com previsibilidade, qualidade e liderança replicável
Em operações de saúde e cuidado, confiança não é um atributo abstrato: é um fator que define compra, permanência e reputação. Seja na jornada de alta complexidade para pets, seja em serviços voltados ao cuidado sênior, o cliente decide a partir da percepção de previsibilidade, segurança e consistência. Dentro desse cenário, João Marcos Rios, empresário e médico-veterinário reconhecido na lista Forbes Under 30 2025, defende que excelência não pode ser episódica: precisa ser sistema.
João trabalhou por dois anos em uma fazenda em Dakota do Norte (EUA). Investiu os R$ 250 mil obtidos no período para entrar no negócio veterinário ao retornar ao Brasil. Ele identificou baixa concorrência em alta complexidade no segmento, e em 2020 ganhou tração e atualmente a empresa tem um valuation de R$ 415 milhões, mais de 500 colaboradores e 15 unidades distribuídas em diferentes estágios de operação e crescimento.
A partir da experiência em serviços baseados em confiança — e também atuando em cuidado sênior e mentoria — Rios organiza cinco aprendizados de gestão que ajudam empresas a crescer sem perder padrão.
1) Padronização como proteção de qualidade (não como burocracia)
Em serviços críticos, "cada equipe faz de um jeito" aumenta variabilidade e reduz previsibilidade. A recomendação é transformar rotinas recorrentes em checklists, protocolos e treinamento contínuo, com padrões inegociáveis em pontos sensíveis como qualidade, segurança e comunicação.
"Como se costuma dizer: o básico, o tal do feijão com arroz funciona sempre, é imprescindível. Outro ponto fundamental é a comunicação, tem questões que parecem óbvias, mas precisam ser ditas. E por último, e não menos importante, processos. É a única forma de ter perenidade e a maneira que a empresa não dependa apenas de mim."
2) Previsibilidade como principal gerador de confiança
Para João, elaborar práticas de modelos de gestão nas quais tomam-se decisão baseadas em dados, eles direcionam o negócio. "Para não perder a mão, é organização empresarial e rotina", ensina.
Prazos, devolutivas e jornada clara têm impacto direto na percepção de confiança. Para o executivo, operações robustas tratam comunicação como parte da entrega: a experiência melhora quando o cliente sabe o que esperar e percebe consistência entre equipes, turnos e unidades.
3) Liderança replicável: a diferença entre crescer e só ficar maior
Para sustentar escala, o negócio não pode depender do fundador para manter padrão. O caminho é formar líderes com rotina clara de gestão (o que acompanham semanalmente, quais critérios usam, como corrigem desvios e desenvolvem pessoas). Quando esse sistema existe, a operação cresce com consistência; quando não existe, o crescimento multiplica inconsistências.
4) Indicadores simples, acompanhados com disciplina
Em vez de excesso de métricas, o modelo privilegia poucos indicadores com ação rápida: experiência do cliente, tempo de resposta, qualidade (retrabalho/reclamações/ocorrências) e produtividade com segurança (capacidade versus demanda). Em serviços de confiança, indicador funciona como mecanismo de prevenção — não como vaidade.
5) Expansão saudável exige foco em território de excelência
Ocupar uma lacuna em alta complexidade — reforça a tese de que expansão sustentável começa com posicionamento claro: definir em que a empresa será referência, desenhar processos e formar equipes para defender esse padrão ao longo do crescimento.
Em setores em que confiança é a moeda, excelência não pode ser um evento. Ela precisa ser rotina, processo e liderança replicável. O segmento muda; a gestão que sustenta a confiança, não.
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