O ano de 2026 marca uma mudança histórica na fiscalização trabalhista brasileira. Após um período de caráter exclusivamente educativo, entra em vigor a fase punitiva da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a mapearem e prevenirem riscos psicossociais.
A partir de agora, organizações que ignorarem fatores como assédio, sobrecarga de trabalho e estresse crônico estarão sujeitas a multas e sanções administrativas impostas pelo Ministério do Trabalho.
Dados alarmantes
Dados recentes divulgados pela Agência Brasil, revelam que o sofrimento emocional está retirando uma parcela significativa dos brasileiros de seus postos de trabalho.
Em 2025, o Brasil registrou um número alarmante: 4,12 milhões de trabalhadores precisaram se afastar temporariamente de suas funções por motivos de saúde. Dentro desse universo, os transtornos mentais e comportamentais ganharam um protagonismo preocupante.
Segundo estatísticas divulgadas pela Agência Brasil, a ansiedade e os episódios depressivos ocupam, respectivamente, a quarta e a sexta posição no ranking geral de doenças incapacitantes no país.
A escalada é nítida quando comparada ao ano anterior:
Esses números reforçam que o ambiente laboral e a pressão cotidiana têm ultrapassado o limite biológico dos profissionais, consolidando os transtornos mentais como uma das maiores causas de concessão de benefícios previdenciários.
Impactos financeiros
Para o setor contábil e de recursos humanos, o desafio agora é documental. A ausência de um mapeamento de riscos psicossociais atualizado pode gerar autuações imediatas durante inspeções. Além das multas, a negligência com a norma pode facilitar o nexo causal em ações de danos morais e aumentar o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), onerando a folha de pagamento.
Especialistas orientam que as empresas não apenas revisem seus manuais, mas implementem canais de denúncia eficazes e programas de treinamento para gestores.
Em um cenário onde quase meio milhão de brasileiros se afastam anualmente por colapsos mentais, a conformidade com a NR-1 deixa de ser apenas uma proteção contra multas para se tornar uma estratégia de sobrevivência econômica.
Janeiro Branco
O mês de janeiro também carrega uma carga simbólica única. É o período em que, culturalmente, as pessoas se sentem autorizadas a planejar, projetar mudanças e “recomeçar”. Foi justamente aproveitando esse clima de renovação que surgiu a campanha Janeiro Branco.
A ideia é que, para ter um ano saudável, não basta cuidar das finanças (como o envio do Coaf) ou das obrigações legais (como a NR-1); é preciso, antes de tudo, garantir que quem executa essas tarefas — o ser humano — esteja psicologicamente bem.
Cliente desde 1990
Cliente desde 2018
Cliente desde 1991
Cliente desde 1993
Cliente desde 1987
Cliente desde 1999
Cliente desde 1998
Cliente desde 1999
Cliente desde 1991
Cliente desde 2015
Cliente desde 2013