O período de prestação de contas com o Leão costuma gerar ansiedade em milhões de brasileiros, mas o verdadeiro problema muitas vezes surge após o envio da declaração.
Cair na malha-fina não significa necessariamente uma tentativa de fraude. Na maioria dos casos, são erros simples de preenchimento ou falta de atenção aos detalhes que travam a restituição e trazem dores de cabeça.
Erros simples, como informações incorretas ou omissões, podem levar à retenção da declaração e a transtornos desnecessários.
A Receita Federal tem conseguido enquadrar cada vez mais contribuintes com o cruzamento de informações eletrônicas sobre rendimentos tributáveis e gastos pessoais.
Confira a seguir quais são as principais causas que levam os contribuintes a caírem na malha fina e como evitá-las.
“Malha fina” é o termo utilizado para descrever o processo de verificação detalhada das declarações de Imposto de Renda que apresentam inconsistências ou erros identificados pela Receita Federal.
Quando uma declaração é retida na malha fina, significa que algo chamou a atenção do sistema da Receita, como valores divergentes, omissão de rendimentos, inconsistências nas deduções ou informações cadastrais incorretas.
Após a declaração ser retida, o contribuinte é notificado para fazer as correções necessárias, por meio de uma intimação da Receita Federal. Ele terá um prazo determinado para enviar os documentos comprobatórios das informações declaradas. O envio é feito por meio digital, sem necessidade de deslocamento até uma unidade da Receita Federal.
Se as informações forem corrigidas e estiverem de acordo com as exigências, a declaração é processada normalmente. Caso contrário, o contribuinte pode ser multado e ficar sujeito a outras penalidades.
Veja os motivos principais que levam à retenção de declarações na malha fina.
Informar deduções de forma incorreta ou não comprovar despesas médicas, educacionais, entre outras, pode levar o contribuinte a cair na malha fina. Em 2025, 32,6% dos erros em malha fina eram relacionados a deduções, especialmente no campo de despesas médicas.
Deixar de declarar algum rendimento, como salários, aluguéis, pensões, entre outros, é um dos principais motivos de retenção. Em 2025, 27,8% dos erros em malha fina eram relacionados a omissões de titulares e dependentes declarados.
Quando os valores de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) informados na Declaração do Imposto de Renda na Fonte (Dirf) não batem com os declarados pelo contribuinte, isso pode gerar problemas. Em 2025, 15,1% dos erros em malha fina eram relacionados a divergência de valores.
Erros ao informar deduções do imposto devido, como despesas com previdência privada ou doações, podem levar à malha fina. Em 2025, 16% dos erros em malha fina estavam relacionados a deduções.
Não entender as diferenças entre os planos de previdência privada PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) pode gerar problemas na declaração.
Incluir dependentes na declaração sem informar corretamente seus rendimentos e bens pode gerar inconsistências.
Quem investe na bolsa de valores não pode esquecer de informar as operações e as retenções no anexo “Renda Variável”. O imposto devido pelos lucros na bolsa é apurado mensalmente. O IR só incide sobre os ganhos de capital acima de R$ 20 mil. Quem não informar o lucro com ações está sujeito a multa e juros.
Esses erros podem ser evitados com atenção aos detalhes e com a devida organização dos documentos para declarar o IR e dos comprovantes necessários.
Antes de descobrir como solucionar esse problema, é preciso saber se você foi realmente pego pelo pente fino.
Para consultar se caiu na malha fina, faça o seguinte:
Cliente desde 1990
Cliente desde 2018
Cliente desde 1991
Cliente desde 1993
Cliente desde 1987
Cliente desde 1999
Cliente desde 1998
Cliente desde 1999
Cliente desde 1991
Cliente desde 2015
Cliente desde 2013