A gestão do ativo imobilizado deixou de ser uma atividade meramente operacional ou burocrática para assumir um papel estratégico dentro das organizações. Em um ambiente cada vez mais regulado, auditado e orientado por dados, manter ativos corretamente identificados, conciliados, avaliados e documentados é um fator determinante para a credibilidade das demonstrações financeiras, para a tomada de decisão gerencial e para a mitigação de riscos contábeis e fiscais.
Empresas de médio e grande porte, especialmente aquelas com operações distribuídas, múltiplas unidades ou elevada intensidade de capital (asset intensive companies), enfrentam desafios relevantes na administração do seu parque de ativos. Nesse contexto, a organização patrimonial passa a ser um elemento central da governança corporativa (corporate governance).
Ainda é comum associar a gestão do ativo imobilizado apenas ao inventário físico ou à fixação de placas patrimoniais. Embora essas etapas sejam essenciais, elas representam apenas uma parte de um processo muito mais amplo e técnico.
Uma gestão patrimonial estruturada contempla todo o ciclo de vida do ativo (asset lifecycle), incluindo:
Esse conjunto de práticas transforma o ativo imobilizado em uma fonte confiável de informação gerencial, e não apenas em um saldo contábil histórico.
A correta gestão do ativo imobilizado está diretamente relacionada ao atendimento das normas contábeis e técnicas vigentes. No Brasil, destacam-se:
Essas normas exigem não apenas o reconhecimento contábil dos ativos, mas também informações confiáveis, documentação técnica, critérios consistentes de mensuração e capacidade de comprovação em auditorias independentes.
Autores consagrados da contabilidade societária, como Eliseu Martins, reforçam que o ativo imobilizado deve refletir a real capacidade de geração de benefícios econômicos futuros, e não apenas valores históricos mantidos sem revisão ao longo do tempo.
Diferenças entre o controle físico e os registros contábeis são mais comuns do que se imagina. Ativos inexistentes, itens não registrados, duplicidades, classificações incorretas e vidas úteis incompatíveis com a realidade operacional podem gerar ajustes relevantes, ressalvas em auditoria e até impactos fiscais.
Por isso, a conciliação físico-contábil e o saneamento patrimonial são etapas críticas em projetos de gestão de ativos. Elas permitem:
Não por acaso, empresas auditadas ou em processo de captação de recursos tendem a investir de forma consistente na organização do ativo imobilizado.
Projetos de gestão do ativo imobilizado exigem alto grau de especialização técnica, conhecimento contábil, entendimento operacional e capacidade de execução em ambientes complexos. Por isso, esse tipo de trabalho costuma ser conduzido por empresas especializadas, que atuam tanto no campo técnico quanto no suporte à auditoria.
No mercado, é comum que empresas de grande porte, firmas de auditoria e consultorias especializadas realizem ou apoiem esses projetos, como:
Cada uma dessas organizações atua conforme seu escopo, podendo envolver inventário, conciliação, avaliação, emissão de laudos, suporte à auditoria e implantação de controles patrimoniais contínuos.
Outro ponto relevante é que a gestão patrimonial não deve ser tratada como um projeto pontual, mas como um processo contínuo. Nesse sentido, o uso de softwares de gestão patrimonial (asset management systems) tem se tornado essencial.
Essas ferramentas permitem:
Em organizações mais maduras, observa-se ainda a adoção de modelos de terceirização da gestão patrimonial (BPO Patrimonial), especialmente em cenários de escassez de mão de obra especializada e aumento das exigências regulatórias.
Uma gestão do ativo imobilizado bem estruturada contribui diretamente para:
Em um cenário de negócios cada vez mais exigente, o ativo imobilizado deixa de ser apenas um número no balanço e passa a ser um elemento estratégico de gestão, capaz de influenciar diretamente o desempenho, a credibilidade e o valor das organizações.
Independentemente do porte ou do setor, empresas que buscam maturidade em governança e confiabilidade financeira precisam olhar para o ativo imobilizado de forma estruturada, técnica e contínua. Contar com metodologias consolidadas, profissionais especializados e soluções adequadas é um passo essencial para transformar o controle patrimonial em um verdadeiro instrumento de gestão.
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