A Recuperação Judicial (RJ) virou o "botão de pânico" favorito de gestores que negligenciaram o básico por anos.
Vendida por muitos como a tábua de salvação, os dados de 2026 mostram um cenário diferente: a RJ tem se tornado, na prática, um prolongamento caro da agonia empresarial.
O erro estratégico fatal é acreditar que a proteção judicial resolve problemas de operação. A justiça pode impedir a penhora de bens, mas elaisso não injeta competência na gestão nem eficiência nos processos.
No momento em que o pedido de RJ é deferido, a reputação da empresa sofre um dano quase irreversível. O crédito bancário, essencial para a manutenção do giro, desaparece instantaneamente.
Fornecedores estratégicos passam a exigir pagamento antecipado, estrangulando o caixa que a empresa tentava preservar.
Além disso, a estrutura de custos de uma RJ é proibitiva. Honorários de administradores judiciais e peritos tornam-se novas despesas fixas que drenam o lucro operacional.
Sem um modelo de negócio que gere superávit bruto real, a RJ é apenas uma forma de queimar o que resta dos ativos em custos processuais.
A RJ só funciona para empresas que possuem um "core business" saudável, mas que foram atropeladas por dívidas passadas. Para quem opera no prejuízo crônico, ela é um velório de luxo.
Antes de buscar o juiz, o empresário precisa buscar a contabilidade de custos e ter a coragem de cortar na carne.
Voltar para a listagem de notíciasCliente desde 1990
Cliente desde 2018
Cliente desde 1991
Cliente desde 1993
Cliente desde 1987
Cliente desde 1999
Cliente desde 1998
Cliente desde 1999
Cliente desde 1991
Cliente desde 2015
Cliente desde 2013