Enquanto a maioria dos brasileiros ainda tenta entender o que a reforma tributária significará para o preço dos produtos, uma corrida silenciosa e desesperada já começou dentro das empresas. A verdade é que a transição para o novo sistema de impostos não é uma promessa para o futuro; ela já começou, e as companhias que não acordarem agora para a urgência da situação correm o risco de enfrentar um verdadeiro pesadelo fiscal e operacional.
O que parecia distante, de repente, se tornou a pauta mais quente em todas as reuniões de diretoria. A promulgação da Emenda Constitucional e a sanção das primeiras leis de regulamentação deram o tiro de largada para uma maratona de adaptação que será longa e complexa. E o primeiro grande teste já tem data marcada: 2026, com o início das alíquotas de teste.
Mas não se engane: o tempo está correndo. Especialistas em direito tributário, como a advogada Bruna Comitti, do escritório Lara & Associados, são unânimes no alerta: a preparação precisa ser imediata. Deixar para depois é flertar com o caos, que pode vir na forma de multas, perda de competitividade e até a inviabilização do negócio.
O pesadelo da transição: dois sistemas ao mesmo tempo
O maior desafio para as empresas será o longo período de transição, que se estenderá até 2032. Durante sete longos anos, de 2026 a 2032, as companhias terão que conviver com dois sistemas tributários ao mesmo tempo: o antigo, com sua sopa de letrinhas (ICMS, ISS, PIS, Cofins), e o novo, com a chegada do IBS, da CBS e do Imposto Seletivo.
Isso significa, na prática, uma duplicação da complexidade. As equipes fiscais e contábeis terão que calcular, pagar e declarar impostos nos dois modelos simultaneamente. Os sistemas de gestão (ERPs) terão que ser adaptados para essa dupla realidade, e os custos com conformidade (o famoso compliance) vão explodir. É um cenário de altíssimo risco, onde qualquer erro de cálculo ou de classificação fiscal pode gerar autuações milionárias.
A mudança que vai além do imposto
A reforma não é apenas uma mudança na forma de pagar tributos; ela vai redesenhar a forma como as empresas operam no Brasil. Um dos pontos mais críticos é a mudança da tributação da origem (onde o produto é feito ou o serviço é prestado) para o destino (onde o consumidor está).
Essa alteração, somada ao fim gradual dos incentivos fiscais estaduais e municipais, obriga as empresas a reavaliarem toda a sua estrutura logística e de produção. Uma fábrica que hoje está em um estado por causa de um benefício fiscal pode perder totalmente sua vantagem competitiva. Empresas que vendem para todo o Brasil pela internet terão que recalcular o preço de seus produtos para cada localidade. É uma mudança que exige um planejamento estratégico profundo e imediato.
O guia de sobrevivência para sua empresa
A hora de agir é agora. Esperar a regulamentação completa para começar a se mexer é o caminho mais curto para o fracasso. Os especialistas já listaram os passos essenciais que toda empresa, de qualquer porte, precisa começar a dar imediatamente.
O check-list de emergência da reforma tributária:
A mensagem é clara: a reforma tributária já é uma realidade. As empresas que se anteciparem e tratarem o assunto como prioridade máxima não apenas sobreviverão à transição, mas sairão dela mais fortes e competitivas. As outras, infelizmente, correm o risco de ficar pelo caminho.
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