Esqueça trabalhar 24 horas por dia ou ter o QI mais alto da sala. Os bilionários e CEOs mais poderosos sabem exatamente quando cortar caminho — e como usar seu tempo melhor do que qualquer outra pessoa, revela Bill Hoogterp, coach de carreira da Fortune 500.
Bill Hoogterp passou décadas aconselhando celebridades, CEOs e estrelas em ascensão dentro de algumas das salas de reunião mais poderosas dos Estados Unidos. Por meio de sua empresa de coaching, LifeHikes, ele ajudou mais de 700 mil profissionais a aprimorar suas habilidades de comunicação e liderança — e trabalhou pessoalmente com “milhares” de executivos, muitos dos quais aparecem nas listas dos mais poderosos da Fortune.
Mas se você pensa que o segredo do sucesso deles é inteligência bruta ou longas horas de trabalho, está enganado. Segundo Hoogterp, uma das qualidades mais consistentes — e talvez surpreendentes — compartilhadas pelos ultra-sucedidos é a preguiça.
“Eu diria que há uma justaposição de traços quase contraintuitivos”, conta ele à Fortune. “A maioria das pessoas bem-sucedidas, se você conhecer os políticos mais famosos, eles não foram necessariamente os melhores alunos. Eles não são necessariamente os mais inteligentes.”
“O que a maioria dos CEOs tem — que quase ninguém mais tem — é uma ambição fora do comum. Agora, se você combina isso com preguiça, cria uma mistura muito boa, porque se você está realmente faminto pelo sucesso, mas sempre procurando atalhos, a combinação dessas duas coisas leva a muitos pequenos avanços.”
Por preguiça, ele não quer dizer que eles ficam de braços cruzados ou tiram férias tranquilas em vez de trabalhar duro. “Eles pensam: ‘Como posso fazer isso mais rápido, mais fácil, melhor, e ainda ter tempo e energia para outras coisas?’”, explica Hoogterp.
Atalhos testados e aprovados para o sucesso: nada de reuniões longas, siglas ou encontros individuais
Muitos fundadores de alto perfil incorporam a fórmula paradoxal de Hoogterp. Eles não cortam caminho para facilitar, mas para superar a concorrência, inovar mais rápido e manter agilidade em um mercado dinâmico.
O exemplo mais famoso é Mark Zuckerberg, da Meta, que cunhou a frase “mova-se rápido e quebre coisas” ao escalar o Facebook para o gigante de US$ 1,8 trilhão que é hoje.
Da mesma forma, o principal conselho de carreira de Jeff Bezos para seu ex-assistente Greg Hart foi literalmente fazer menos e delegar mais. “Quanto menos decisões chegarem ao CEO, mais rápido a organização vai se mover”, disse o fundador da Amazon.
Jensen Huang, CEO e cofundador da Nvidia, não realiza reuniões individuais com seus 60 subordinados diretos — uma estratégia deliberada para acelerar a inovação. Isso não só economiza tempo, mas também evita que ideias e problemas fiquem isolados em conversas privadas. “Nossa empresa foi projetada para agilidade — para que a informação flua o mais rápido possível”, afirmou.
Elon Musk, por sua vez, tem uma lista de regras para economizar tempo e cortar burocracias, incluindo proibição de reuniões longas e frequentes, ausência de cadeia de comando rígida e siglas, além do incentivo para sair de conversas desnecessárias. “Saia de uma reunião ou desligue uma chamada assim que perceber que não está agregando valor”, disse o chefe da Tesla. “Não é falta de educação sair, é falta de educação fazer alguém ficar e perder tempo.”
Só inteligência não leva ao topo — nem garante emprego
A afirmação de Hoogterp de que os mais bem-sucedidos não são os mais inteligentes também vale para contratações. Muitos CEOs e fundadores dizem que valorizam mais a atitude do que a aptidão.
O chefe de IA da Amazon disse à Fortune que errar uma resposta em entrevista não custa o emprego, mas fingir sim. Andy Jassy, CEO da Amazon, também afirmou que a atitude é a característica decisiva para o sucesso — especialmente na casa dos 20 anos.
Sarah Walker, chefe da Cisco no Reino Unido, foca em contratar pessoas com energia positiva e atitude proativa, pois isso não se ensina. “É mais sobre a pessoa do que sobre habilidades ou experiência”, disse ela à Fortune.
E não são poucos: cerca de 80% das empresas da Fortune 500 usam testes de personalidade em seus processos seletivos, assim como gigantes da tecnologia como Amazon, Meta e Microsoft.
A atitude positiva é tão valorizada que alguns líderes preferem ficar com vagas abertas a correr o risco de contratar alguém tóxico. Como disse o CEO da Duolingo à Fortune, “é melhor ter uma vaga do que um idiota”.
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